
No outro dia fui à aldeia de Cotelo – Castro Daire, na serra da Gralheira inserida no maciço do Montemuro, e passei por uma zona serrania ventosa e pouco arborizada, de planaltos muito extensos onde correm regatos que dividem as belgas cultivadas. Estes planaltos têm um panorama surpreendente quando comparados com as encostas fechadas e verdejantes do Vouga, a pouco mais de 30 Km dali. Cotelo está a cerca de 6 km a oeste do nó de Bigorne da A24, entre Castro Daire e Lamego.
Depois de fazer o meu trabalho tive ainda tempo para fruir um pouco daquele sossego. Afinal, mesmo sendo eu amante das urbes, concedo que não é todos os dias que encontro um local onde o ruído dominante é a água a correr nos ribeiros e os chocalhos das cabras a pastar. À mistura com o vento que passava, juro que não se ouvia mais nada. Bucólico e melancólico como alguns filmes de Manoel de Oliveira. Meti-me no carro, dei à chave e vim-me embora daquele sítio ao qual não pertencia.
Março 10, 2009 às 5:36 pm |
Já estive nessa aldeia e de facto é muito bonita. Existe ali uma paz, um sossego tão grande…!
É sem dúvida um óptimo sitio para abstrair do mundo e de tudo aquilo a que estamos habituados.
Maio 13, 2009 às 4:57 pm |
Eu sou de Cotêlo e sinto-me feliz por ter nascido nesta aldeia serrana. Vivo em Lisboa, mas regresso sempre que possível, tanto para revêr as minhas gentes como para retemperar forças naquele lugar, onde o pouco sabe tão bem.
Convido-os a visitarem esta aldeia, e se quizerem festa, então apareçam no 3º fim- de-semana de Julho, que vão gostar.
Maio 16, 2009 às 12:01 pm |
Fico muito feliz por ler elogios a minha aldeia especialmente porque vivo en Genebra e sinto muitas saudades desse cantinho de paz suspenço no tempo…
Obrigada